EM KHAMLIA com Os Berberes Negros

Khamlia é uma pequena aldeia a cerca de 7 km de Merzouga.

Aqui neste lugar, os Berberes Negros aguardam-nos carinhosamente, e mostram-nos que a felicidade é bem mais simples do que imaginávamos.

Com o sorriso inocente das crianças que se abeiram de nós e que connosco convivem, ficamos de coração cheio.

Os pensamentos só podem vir do coração.

Encontramos aqui um grupo cultural de seu nome Gnaoua, que com a sua música ritualizada e misteriosa nos convida a participar de uma forma activa nos sons que são produzidos pelos seus instrumentos.

Deu para perceber que, enquanto lá estivemos eles sentiram-se felizes por nós. Nós, sentimos que há anos que somos amigos.

Por aqui, a vida é serena e pacífica.

MERZOUGA

Merzouga é uma pequena aldeia Berbere, situada no deserto do Saara a cerca de 4 kms de Erfoud, e cerca de 20 kms de distância da fronteira com Argélia.
A aldeia de Merzouga é ainda conhecida por estar situada nas dunas de Erg Chebbi, e divide-se em três partes: zona das dunas, centro da aldeia, e a parte nova, a norte do rio.
À volta das dunas existem ainda outras aldeias menos conhecidas como: Hassilabied, Tanamoust, Takoujt, Khamlia, e Tisserdmine.

Chegamos a Merzouga já com o pensamento no deserto, isso sentia-se em algumas conversas entre as pessoas do grupo, o que levou algumas mesmo a decidir dormir ao relento, nos terraços do hotel.
Depois do jantar somos convidados a conviver numa autêntica festa, com naturais berberes, com as suas danças e música tradicionais, que nos fazem sentir entre amigos. Sinto pela primeira vez uma forte união de todo o grupo, as caras das pessoas começam a estar mais focadas na minha mente, alguém me diz quando comigo se cruza, qualquer coisa como: …sinto que sempre te conheci….

Durante a noite fico a pensar naquelas palavras.

AZROU - Floresta dos Cedros

Em AZROU, aprazível cidade do Médio Atlas, entramos na Floresta dos Cedros, não sem antes, o João falar um pouco sobre as possiveis emoções que poderiamos sentir.

É um momento aguardado com uma certa ansiedade, outros peregrinos em outras ocasiões que por aqui passaram, tinham-nos dito, que é costume aqui dar-se a primeira catarse da viagem.
A serenidade destas árvores com séculos de existência, é como a preparação para aquilo que virá a seguir, é se quiserem como um convite a deixarmos aqui todas as programações que ainda estão presentes em nós. Algumas fotografias mostram, alguns de nós na procura de um local onde possa estar num momento de mais introspecção.
Foi-nos dito que iríamos parar aqui neste local para sentir a natureza, para abraçar uma árvore e quem sabe ver uma Fada.
Nesta mescla de cores que foram surgindo a todo o momento, sentiu-se a natureza, quem quis abraçou uma árvore, e até há quem tenha sentido a presença das Fadas.
Foi só preciso estar disponível e atento.
A densa Floresta dos Cedros esconde paisagens de sonho, rios e ribeiras de águas límpidas e geladas, excelentes nascentes... soube a pouco o tempo que lá estivemos.
A nossa peregrinação começou realmente na Floresta dos Cedros.